Mostrando postagens com marcador Apologética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Apologética. Mostrar todas as postagens

Declaração de fé de Westminster

|

Desde Julho de 1643 até Fevereiro de 1649, reuniu-se em uma das salas da Abadia de Westminster, na cidade de Londres, o Concílio conhecido na história pelo nome de Assembléia de Westminster. Este Concílio foi convocado pelo Parlamento Inglês, para preparar uma nova base de doutrina e forma de culto e governo eclesiástico que devia servir para a Igreja do Estado nos Três Reinos.

A Assembleia dos teólogos de Westminster foi convocada em 1643, após anos de tensão entre Charles I e seu crescente Parlamento puritano. Reunidos sob a presidência do erudito William Twisse contra os desejos expressos do rei, a visão original da Assembleia era criar uma maior uniformidade da fé e a prática em todo o reino de Charles I.

A tarefa original dos delegados era revisar os Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra, mas após firmar a Liga e Pacto Solene, esta Assembleia avançou para mais específica e exata tarefa de delinear uma fórmula teológica e eclesiástica que conduzisse a Igreja da Inglaterra à conformidade com a doutrina e prática da Igreja Presbiteriana da Escócia. A Confissão de Fé de Westminster representa um momento de maturidade no desenvolvimento da teologia federal, e sua dinâmica interna gira em torno do conceito de “pacto”.

Dividida em trinta e três capítulos, abrange minuciosamente o alcance completo da doutrina cristã, começando com as Escrituras como a fonte do conhecimento das coisas divinas (da mesma maneira que na Primeira e Segunda Confissão Helvética, a Fórmula de Concórdia, e os Artigos Irlandeses). Continua com uma exposição de Deus e seus decretos, a criação, a providência, e a queda (II-IV) antes de explicar o pacto de graça, a obra de Cristo, e detidamente a aplicação da redenção (VII-XVIII). Em vários títulos dos capítulos, lhe dá uma cuidadosa atenção a perguntas sobre a lei e a liberdade, à doutrina da igreja e os sacramentos (XXV-XXIX), e às últimas coisas.

A Confissão de Westminster foi a última das confissões formuladas durante o período da Reforma. Até agora tem havido na história da Igreja somente dois períodos que se distinguiram pelo número de credos ou confissões que neles foram produzidos. O primeiro pertence aos séculos IV e V, que produziram os credos formulados pelos concílios ecumênicos de Nicéia, Constantinopla, Éfeso e Calcedônia; o segundo sincroniza com o período da Reforma. Os símbolos do primeiro período chamam-se "credos", os do segundo "confissões". Uma comparação entre o Credo dos Apóstolos, por exemplo, e a Confissão de Westminster mostrará a diferença. O Credo é a fórmula de uma fé pessoal e principia com a palavra "Creio". A Confissão de Fé de Westminster segue o plano adotado no tempo da Reforma, é mais elaborada e apresenta um pequeno sistema de teologia. Esse sistema é conhecido pelo nome de Calvinismo, por ser o que João Calvino ensinou, e foi aceito pelas Igrejas Reformadas, que diferiam das Luteranas.

A utilidade de uma Confissão de Fé evidenciou-se na história das Igrejas Reformadas ou Presbiterianas. Sendo a Confissão de Westminster a mais perfeita que elas têm podido formular, serve de laço de união e estreita as relações entre os presbiterianos de todo o mundo. Os Catecismos especialmente têm servido para doutrinar a mocidade nas puras verdades do Evangelho.

Segue abaixo a confissão em sua integralidade.

 

Confissão de Fé de Westminster

 

CAPÍTULO I

DA ESCRITURA SAGRADA

 

I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.

 

Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor. 1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa. 8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.

 

II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática:

 

O VELHO TESTAMENTO

 

Gênesis

Êxodo

Levítico

Números

Deuteronômio

Josué

Juízes

Rute

I Samuel

II Samuel

I Reis

II Reis

I Crônicas

II Crônicas

Esdras

Neemias

Ester

Salmos

Provérbios

Eclesiastes

Cântico dos Cânticos

Isaías

Jeremias

Lamentações de Jeremias

Ezequiel

Daniel

Oséias

Joel

Amós

Obadias

Jonas

Miquéias

Naum

Habacuque

Sofonias

Ageu

Zacarias

Malaquias

 

 

O NOVO TESTAMENTO

 

Mateus

Marcos

Lucas

João

Atos

Romanos

I Coríntios

II Coríntios

Gálatas

Efésios

Filipenses

Colossenses

I Tessalonicenses

II Tessalonicenses

I Timóteo

II Timóteo

Tito

Filemon

Hebreus

Tiago

I Pedro

II Pedro

I João

II João

III João

Judas

Apocalipse

 

 

Ef. 2:20; Apoc. 22:18-19: II Tim. 3:16; Mat. 11:27.

 

III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.

 

Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.

 

IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.

 

II Tim. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.

 

V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.

 

I Tim. 3:15; I João 2:20,27; João 16:13-14; I Cor. 2:10-12.

 

VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.

 

II Tim. 3:15-17; Gal. 1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.

 

VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.

 

II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.

 

VIII. O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam a esperança pela paciência e conforto das escrituras.

 

Mat. 5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, 11, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.

 

IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.

 

At. 15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.

 

X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.

 

Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.

 

 

Por que Deus mandou matar?

|


Por que Deus mandou matar?

Aqui vai uma excelente contribuição do Prof. Dr. Rodrigo Silva (Teólogo e Arqueólogo) referente a este assunto tão complexo.

A Origem do Universo

|



Excelente explanação sobre o assunto.

O Prof. Dr. Rodrigo Silva (Teólogo e Arqueólogo) nos dá algumas evidências a respeito dessa questão.

Seria Jesus um Mito?

|


Seria Jesus um Mito?

O Prof. Dr. Rodrigo Silva (Teólogo e Arqueólogo) nos dá algumas evidências a respeito dessa questão.

As 95 teses de Lutero

|




1 Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2 Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3 No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4 Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5 O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6 O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.

7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8 Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12 Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.

15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17 Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.

18 Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.

20 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23 Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

25 O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.

26 O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29 E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.

30 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31 Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.

34 Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.

36 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.

37 Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.

39 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.

40 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.

41 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.

42 Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.

44 Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

47 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.

48 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.

49 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.

50 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

52 Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

54 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.

55 A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.

56 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

57 É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.

58 Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.

59 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60 É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.

61 Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.

62 O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.

64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.

65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.

66 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.

68 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.

69 Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70 Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.

71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.

73 Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,

74 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.

75 A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.

77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.

78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.

79 É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.

80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.

81 Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.

82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?

83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?

84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?

85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86 Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?

88 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89 Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz!

93 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!

94 Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;

95 e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.


1517 A.D.

Salvação não se perde!

|






Em Efésios é dito que a salvação não é pelas obras, mas pela graça de Deus, e isto é por meio de fé, a qual o próprio Deus nos concede:

Pois pela graça é que sois salvos mediante a fé; e isto não vem de vós, é o dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.  Efésios 2:8-9

Ora, se a própria fé que obtenho minha salvação é um dom de Deus, então concluo que minha salvação não pode ser perdida.

Por quê?

Porque os dons que Deus nos dá são irrevogáveis, ou seja, o homem não perde:

Porque dos dons e da sua vocação Deus não se arrepende. Romanos 11:29

Também temos outros versículos que nos asseguram a salvação por toda a eternidade:

As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.
Eu lhes dou a vida eterna, e nunca jamais hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me tem dado é maior do que tudo; e ninguém pode arrebatá-lo da mão do Pai. João 10:27-29

Ora, isto posto, penso ser até mesmo temerário afirmar que salvação se perde, pois se os versículos acima dizem que ninguém (nem Satanás, nem nós mesmos) pode arrebatar da mão do Pai ou do Filho, portanto, afirmar o contrário é afirmar que alguém, seja ele quem for, conseguiu arrebatar tais vidas.

A SALVAÇÃO DO ESPÍRITO, DA ALMA E DO CORPO

Não é à toa que Paulo coloca as 3 palavras numa ordem específica:
O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo, e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados completos, irrepreensíveis, para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.  1 Tessalonicenses 5:23

Ele não diz corpo, alma e espírito, mas sim espírito, alma e corpo.
É fundamental entender a diferença entre:

*Regeneração do Espírito (Novo Nascimento)

*Transformação da Alma (Morte do Eu-Ego)

*Glorificação do Corpo (Redenção)

O processo é de dentro pra fora. Não haverá glorificação do corpo se a alma não estiver pronta, e a alma não poderá ser trabalhada se não houver o novo nascimento que se dá no espírito.

O Dízimo é um Mandamento Cristão?

|




 O DÍZIMO É UM MANDAMENTO CRISTÃO?


O dízimo é bíblico, mas ele não é cristão.

Vamos entender por etapas. Eu faço questão de ensinar isso para você. O Ministério Guerreiros da Luz não vai te cobrar dízimo. Há igrejas que constrangem as pessoas. Eles colocam um painel lá “Os devedores do dízimo”. E quem está devendo o dízimo não pode nem tomar a ceia. Mas isso é um constrangimento ilegal. Sabia? Isso fere a nossa constituição federal, inclusive.
Vamos ver o que a bíblia fala sobre isso?

Êxodo 36:05-07 - E falaram a Moisés, dizendo: O povo traz muito mais do que basta para o serviço da obra que o SENHOR ordenou se fizesse. Então mandou Moisés que proclamassem por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais, Porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se, e ainda sobejava.

O povo foi proibido de ofertar mais, proibido de trazer mais. Você consegue imaginar uma coisa dessas? Eu gostaria de um dia fazer minhas as palavras de Moisés. Galera, proibidos de ofertar. A gente já tem mais do que precisa. Chega, já temos muito. É... Glória ao Senhor, não é?
Porque o povo ofertou? Porque o povo amava a Deus. Porque o povo tinha gratidão a Deus. Moisés não fez um discurso ameaçando o povo. “Quem não der, vai ter a maldição” Não! Ele não diz isso. Moisés também não prometeu nenhuma recompensa para o povo. “Olha, quem der mais....” Ele não ofereceu nada. Ele simplesmente disse: “vamos colaborar com a obra de Deus.” E o povo ofertou voluntariamente. Mas com tanto amor, com tanto desejo, que sobejou.

Vou pegar outro exemplo.

I Crônicas 29:05 - Ouro para os objetos de ouro, e prata para os de prata; e para toda a obra de mão dos artífices. Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao SENHOR?

Ou seja, quem não tinha grana para ofertar, ofertava com seus talentos, com as suas habilidades. Existem múltiplas maneiras para você abençoar o reino de Deus. Você pode ajudar... Instalando uma caixa de som, fazendo um louvor, uma adoração, preparando um café. Cumprimentando as pessoas que estão chegando. Recebendo-as com um sorriso. Existem inúmeras maneiras de você abençoar a Deus.
Agora olha o que Davi fala: “voluntariamente ao Senhor”. Em algumas traduções está escrito “Quem está disposto a consagrar-se hoje, voluntariamente ao Senhor”. Essa consagração, ela é voluntária. Davi não estava orquestrando, ele não estava impondo nada. Davi não estava amaldiçoando o povo com a maldição. E nem prometendo promessas de bênçãos, caso quem desse mais recebesse mais.
 Ele não estava falando isso. Porque era o amor que movia o povo.
Aí mais adiante, no versículo 9.

Uma vez salvo, salvo para sempre?

|




“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6)
 
Sabendo que eu professava fé nas doutrinas reformadas, uma amiga certa vez me fez a seguinte pergunta: “Uma vez salvo, salvo para sempre?” Eu respondi afirmativamente, ao que ela completou: “Então quer dizer que se eu abandonar a fé e ‘cair no mundão’, ainda assim, serei salva?!” Eu prontamente respondi: “Obviamente, não!”

Esta é uma dedução precipitada e errônea, que lastimavelmente tem sido a interpretação aceita por muitos da cristandade atual.

Ao se ouvir uma declaração proposicional, do tipo “Uma vez salvo, salvo para sempre”, não é correto partir de imediato para inferências e conclusões práticas sem antes considerar a proposição sob o prisma doutrinário.

Uma vez salvo, salvo para sempre! Esta afirmação deve nos remeter a uma pergunta: O que é ser salvo? Quando podemos afirmar que uma pessoa é/está salva? Será que todos os que freqüentam a igreja são salvos? A resposta é negativa, pois o Senhor Jesus nos advertiu de que haveria joio em meio ao trigo (cf. Mt 13); E os que levantam as mãos, falam em nome de Cristo, manifestam dons, etc, será que todos estes são salvos? A resposta novamente é negativa, pois foi a pessoas assim que o Senhor Jesus disse: Apartai-vos de mim! (cf. Mt 7:21-23); Será que todos os que crêem em Deus são salvos? Mais uma vez a resposta é negativa, pois a Bíblia diz que até os demônios crêem em Deus (cf. Tg 2:19). O que, então, significa “ser salvo”? O que caracteriza um salvo? O que as Escrituras nos ensinam a respeito disso?

Verdade ou Absoluto?

|



Em nossos dias a verdade está sendo banalisada! Neste vídeo o Prof. Adauto Lourenço mostra como podemos analisar todas as coisas e buscar pela Verdade. Vale a pena ver e ouvir!

Adauto J. B. Lourenço B. Sc., MSc., é formado em Física pela Bob Jones University, USA. Mestrado em Física Nuclear pela Clemson University, USA. Pesquisador responsável em Sistemas de Imagem de Estruturas Atômicas (Oak Ridge National Laboratory), é membro da American Physics Society,EUA e pesquisador em Trocas de Energia em Nível Atômico (Max Planck Institut für Stromunsgsforchung, Alemanha).

http://www.universocriacionista.com.br

Festas Judaicas

|

Às vezes, esquecemos que nossas raízes Cristãs são Judaicas e não Romanas e/ou Gregas. Devemos restaurar as festas que Senhor estipulou à seu povo e não acatar às festas Romanas. 

Yom Tov ou festival é um dia, ou vários dias observados pelos Judeus como uma comemoração sagrada ou secular de um importante evento da História Judaica. Em Hebraico, os feriados e os festivals judaicos, dependendo da sua natureza, são chamados de yom tov ("dia bom"), chag ("festival") ou taanit ("jejum").
As origens das várias festas judaicas geralmente encontra-se nas mitzvot (mandamentos bíblicos), decreto rabínico, ou na moderna história de Israel.

 
Rosh Hashanah — O Ano Novo Judaico

O Rosh Hashaná é o Ano Novo Judaico e Dia do Julgamento, no qual Deus julga cada pessoa individualmente de acordo com as suas acções, e faz um decreto para o próximo ano. O festival é caracterizado pela mitzvah (mandamento) especial de tocar o shofar.
  • Durante um número variável de dias antes de Rosh Hashaná, entre os Judeus Ashkenazim, e todo o mês de Elul entre os Judeus Sefarditas, são acrescentadas rezas especiais nas orações matinais, conhecidas como Selichot.
  • Erev Rosh Hashanah (véspera do primeiro dia) — 29 Elul
  • Rosh Hashanah (ראש השנה‎, em Hebraico) — 1–2 Tishrei
Rosh Hashanah considerado pela Mishná como o novo ano para calcular os anos do calendário, leis de shmita (ano sabático) e o Jubileu, dízimos de vegetais, e plantação de árvores (para determinar a idade de uma árvore).
De acordo com uma opinião da Torah Oral (a tradição oral judaica), a criação do Mundo foi completada no Rosh Hashaná. A recitação de Tashlikh ocorre durante a tarde do primeiro dia. O Judaísmo ortodoxo celebra dois dias de Rosh Hashaná, tanto em Israel como na Diáspora. Os dois dias juntos são considerados um yoma arichta, um "dia longo" único. Um número significativo de comunidades judaicas reformistas celebram apenas um dia de Rosh Hashaná.


Rosh Ha Shaná

|

 Hoje (23/11/2012) no calendário judaico é dia 9 do mês de Kislev (Kislimu) do ano de 5773.
Rosh Ha Shaná

A celebração de Rosh há Shaná (literalmente: “cabeça ou primeiro do Ano”), marca o início do ano judaico e é celebrado no primeiro dia do mês de Tishrei. Na verdade, alguns rabinos dizem que Rosh Há Shaná é o aniversário da criação, e que estaríamos completando 5773 anos de existência. Já outros rabinos afirmam que esta contagem iniciou-se logo após o dilúvio, e que os anos desde a criação até o dilúvio podem se estender por milhares ou até milhões. Todos sabem que no calendário bíblico o ano novo começa com o 1° mês, o mês de Nissan (geralmente em março/abril), com a festa da Páscoa como marco. Mas após o exílio na Babilônia, a contagem dos meses sofre alteração cronológica e nominal, e o primeiro mês passa a ser o sétimo (Tishrei).  O dia da Trombeta, ou Yom Teruá, é celebrado no 1° dia do 7° mês, com grande convocação e toque do shofar (Lv 23:24-25).

Rosh Há Shaná é a única festa celebrada onde não há a explicação clara, da parte do Eterno, sobre sua origem ou memorial. Todas as festas no calendário judaico estão associadas a eventos ou à preservação da memória dos feitos do Eterno para com o nosso povo, tal como Páscoa (Libertação do Egito), Shavuôt (dádiva da Lei no Sinai) e Sucôt (lembrança da peregrinação no deserto). Mas Yom Teruá (Rosh Há Shaná) não é conectada a nenhum feito ou evento histórico na Torá. Muitos rabinos crêem que Yom Teruá é uma festa que anuncia o retorno do Messias, sendo o toque do Shofar um aviso para que Israel e as nações se preparem para recebê-lo. Há uma interessante correlação entre o dia de Yom Teruá (Rosh Há Shaná) e o retorno do Messias, no texto do rabino Shaul em ITs 4:6.

Jerusalém, Jerusalém!!! - Dave Hunt

|

Jerusalém, Jerusalém

Israel é o principal assunto da Bíblia, ocupando a maior parte de suas páginas. As muitas profecias referentes ao seu passado, presente e futuro são vitais para a compreensão da Palavra de Deus. Infelizmente, elas são ignoradas, anuladas por “explicações teológicas” ou simplesmente rejeitadas pela vasta maioria dos cristãos professos, grande parte dos quais insiste que Israel foi substituído pela Igreja.
Contudo, Jeremias declara que Israel jamais deixará “de ser uma nação” (Jeremias 31.35-37). Paulo, em apenas um sermão, refere-se três vezes a Israel como uma entidade ininterrupta (Atos 13.17,23,24). Sobre as doze portas da Jerusalém celestial estão escritos os nomes das “doze tribos dos filhos de Israel ” (Apocalipse 21.12) – portanto, as dez tribos não se perderam, de modo algum! Juntem-se a isso os nomes dos “doze apóstolos do Cordeiro”, nos fundamentos da cidade (Apocalipse 21.14). Ignorando isso, a “teologia da substituição” é uma das várias doutrinas católicas romanas adotadas por Lutero, Calvino e outros grandes reformadores, sendo aceita por muitos como teologia da Reforma.
Jesus Cristo, o Salvador e Redentor de todos os que nEle crêem, é, sem dúvida, o assunto mais importante das Escrituras – contudo, sem Israel , não existiria um Salvador. Jesus é um judeu, descendente de Abraão, Isaque e Jacó, através do rei Davi, o que Lhe dá o direito de governar Israel e o mundo. Ele nasceu em Israel , ali viveu todos os seus dias terrenos e (com algumas exceções) ministrou exclusivamente aos judeus, conforme Mateus 15.24: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel ”. Ele ordenou aos Seus discípulos: “Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel ” (Mateus 10.5-6). Após a Cruz e a Ressurreição, porém, Ele ordenou: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19 e Marcos 16.15). Mesmo assim, o Evangelho continua sendo “primeiro do judeu e também do grego” (Romanos 1.16).


 

©2009 Nazireus Gaditas | Template Blue by TNB